27 de Setembro de 2009

Senhor jorge Valdoleiros.
Vivia e vivo numa aldeia chamada V.B.de Quires.O meu pai era alfaiate e a minha mãe vendia doces em feiras,festas e romarias.No tempo da minha infância as pessoas pobres e humildes não sabiam nada de política,só se preocupavam com o pão nosso de cada dia.Como sabe concerteza, existem UNS E OS OUTROS.Eu pertenço a um destes grupos « o dos desprotegidos da sorte ».Eu nunca pude brincar como as outras crianças.Enquanto não tive a noção verdadeira da minha situação, fui um bom aluno na escola primária.Quando fui para o colégio do Marco, comecei a sentir a rejeição por parte da maior parte dos colegas ( foram excepção nessa altura o Zé Faria,o Norberto soares,um pouco mais tarde o Eng.Almir e mais algumas excepções )rejeição essa que se estendeu a duas professoras.Logo nessa altura,com 11 anos,senti a maior paixão da minha vida por uma pessoa que, se calhar, nem se lembra que eu existo,e só aí percebi que a minha vida não tinha qualquer sentido e então desinteressei-me de tudo.Não fazia os trabalhos de casa, não estudava...VEGETAVA ! Só talvez com 14 anos e com o professor Nuno Lameiras é que comecei a ter alguma consciência política, pois ele falava-nos das lutas estudantis e de ZECA AFONSO e seus colegas baladeiros.Eu já fui um revolucionário esquerdista !
Tal como quase todos os marcoenses,também já votei em Ferreira Torres(só uma vez)porque não queria que o Dr.Ismael ganhasse as eleições.
Como vê, jorge Valdoleiros, EXISTEM UNS...E OS OUTROS !

publicado por ANTÓNIO OLIVEIRA às 13:41

Sr. António nunca fomos apresentados e tão pouco sei se sabe quem sou, acabei de ler o seu post e pela
Natureza do mesmo não ia responder porque é um desabafo, e um direito que a constituição lhe dá enquanto
Português mas depois de ver no marco hoje o porque desta resposta ao Sr. Valdoleiros sinto-me nesse direito/dever enquanto esquerdista assumido.
E passa-se assim, quem mais fala de liberdade é quem mais vive da imposição de normas rígidas, é também quem menos a respeita e se na altura da ditadura havia como hoje em qual quer direcção política quem apoia-se e segui-se os ideais ditatoriais é normal que o que para uns é perseguição para os outros seja o cumprimento de “normas”.
É isso que faz com que os regimes surjam e persistam, agora a coragem que devia e existiu na altura contra o regime continua a existir em democracia a diferença é que então sabia-se quem era o ditador e agora não.
Se então muita gente se impunha contra a ditadura muitos havia que a defendiam senão nunca teria existido e isso só faz de nós uma coisa, humanos, temos o direito assegurado não na constituição mas no juízo moral de nos enganar-mos e mudar-mos de opinião e a meu ver foi o que se passou com o senhor António e com muitas outras pessoas neste concelho que enquanto tiverem uma palavra a dizer ou uma atitude a rectificar o farão porque não podemos viver nem impor a ninguém que viva com um medo que foi em tempos real, bem real mas que hoje só esta presente em livros de historia, na mente daqueles que viveram esses tempos (não é o meu caso) e na boca daqueles que não fazem outra coisa (talvez por falta de argumentos políticos) senão lembrar a ditadura para influenciar uma opinião que deve ser formada de livre e espontânea vontade.
Em suma como disse em tempos um líder partidário por quem nutro uma grande admiração:
Sr. Valdoleiros “ Olhe que não, olhe que não.”
27 de Setembro de 2009 às 18:47

Senhor Carlos Marques.
Eu tenho a impressão de que não o conheço pessoalmente,embora saiba que tem familiares em V.B.de Quires mais propriamente no Pombal.Quanto ao Senhor Conhecer-me ou não,posso dizer-lhe que sou irmão dos donos das padarias e pastelarias OLIVEIRA e DOCECRISTINA e também irmão do advogado Adão Oliveira com escritório aí em Constance,Junto ao viaduto próximo da igreja e do cemitério.Se vier frequentemente a V.B.de Quires,pode ser que já me tenha visto numa cadeira elétrica tipo scooter de cor bordeaaux.
A seguir ao 25 de Abril tive o privilégio de assistir aos debates a dois( a meu ver deveriam ser a três, pois Sá Carneiro tinha mérito bastante para participar neles) entre Mário Soares e Álvaro cunhal.Naquela altura torcia por Mário Soares.Lembro-me perfeitamente do " olhe que não,olhe que não " do Dr.Álvaro Cunhal.Apesar de não ser da esquerda,também sinto muitas saudades de Álvaro Cunhal.
28 de Setembro de 2009 às 13:49

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